Nota de Esclarecimento aos PRFs do 1º Distrito sobre matéria veiculada no Jornal de Brasília PDF Imprimir E-mail
Notícias - Ocorrências
Escrito por Comunicação SINPRF/Ba.   
Qui, 29 de Julho de 2010 13:43

 Nos dias 16 e 17 de julho de 2010, o Jornal de Brasília publicou matérias com graves denúncias sobre envolvimento de policiais rodoviários federais, que detém posições estratégicas e de comando dentro da estrutura do DPRF e 1º DRPRF/DF, com empresas transportadoras de veículos.

 

O SINPRF/DF esclarece que em nenhuma hipótese levou o tema ao conhecimento da imprensa. A verdade é que em outubro de 2009, o SINPRF/DF e outros policiais representaram no Ministério Público Federal acontecimentos ocorridos no Posto de Cristalina onde, deliberadamente, um representante do Sindicato dos Cegonheiros, em nome da Transportadora Gabardo, atuou junto da Chefia do 1º Distrito, com a intenção de forjar flagrante de corrupção naquele Posto contra policiais com histórico de ilibada conduta dentro da nossa instituição.


Ao contrário do que descreveu a matéria, nenhum policial rodoviário federal que trabalha nos postos da jurisdição do 1º Distrito atua no sentido de facilitar a passagem de veículos nas rodovias do Distrito Federal. Houveram, sim, tentativas de PRFs com cargo de "Chefia", junto a PRFs, de facilitar a passagem, o que, prontamente, sempre foi rechaçado pelos PRFs. Essa "forçação de barra" das Chefias para com os policiais da base é que motivou a representação ao Ministério Público Federal, justamente para proteger os policiais que estão na pista de outras "possíveis" armações.


Por outro lado, na administração do 1º DRPRF/DF tem ocorrido uma série de conflitos entre os próprios "Chefes". Ao contrário do que se tenta imputar, não foi o SINPRF/DF o autor da denúncia na impressa, mas obra de pessoas insatisfeitas na administração do 1º DRPRF/DF para satisfazer demandas de conflitos internos.


Não é de agora que o SINPRF/DF tem levado à Direção-Geral os problemas de gestão e de gestores no 1º DRPRF/DF. A demora em tomar uma posição com relação a esses problemas agrava a situação dia-a-dia. Eventos dessa natureza, conforme ocorreu na matéria do Jornal de Brasília seriam facilmente evitadas se tivéssemos no 1º DRPRF/DF uma administração mais impessoal, madura e experiente.


O 1º DRPRF/DF a tempos é palco de perseguições, retaliações e represálias, principalmente, quando se trata da avaliação funcional, quando deliberadamente se decide em prejudicar os policiais da turma de 1994, independente dos critérios de avaliação. A cada dia, a cada injustiça, o 1º DRPRF/DF torna-se mais dividido e insustentável. Outro elemento que se deve conhecer é o fato de que a cada ano o número de acidentes, feridos e mortos cresce assustadoramente nas rodovias do Distrito Federal. Do ano de 2009 para 2010, esses números aumentaram "escandalosamente" acima dos 70% anuais.


Com relação a denúncia do Jornal de Brasília, reproduzimos manifesto dos policiais que, justificadamente, esclarecem a não participação em supostas irregularidades.


Atenciosamente,


Diretoria do SINPRF/DF

 


VEJA A MATÉRIA DO JORNAL DE BRASÍLIA

 


Policiais são suspeitos de favorecer transportadoras de carga no DF


Carlos Carone

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Uma grave denúncia de enriquecimento ilícito e improbidade administrativa envolvendo um grupo de policiais rodoviários federais e o alto escalão do órgão está sendo investigada pela Procuradoria da República no Distrito Federal (PRDF). O sindicato da categoria enviou um dossiê para os procuradores e para o Ministério da Justiça delatando suposto esquema de favorecimento a empresas de transporte de carga, que não sofreriam qualquer tipo de fiscalização nas rodovias federais.

 
De acordo com o relatório protocolado pelos representantes do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do DF (SINPRF) no Ministério Público Federal (MPF), policiais rodoviários contariam com a ajuda de familiares para atuarem como laranjas e figurarem como supostos donos das transportadoras. Os testas de ferro abririam empresas de transporte e celebrariam contratos com grandes empresas. As cargas transportadas por meio de carretas – conhecidas como cegonhas – não sofreriam qualquer tipo de fiscalização nas rodovias por, supostamente, pertencerem a policiais e servidores que ocupam cargos estratégicos nos quadros da PRF.

 
O dossiê aponta que o dinheiro entraria fácil na conta dos policiais, principalmente pelo fato de as carretas não pagarem imposto, por não ser cobrado peso extra nos postos da Receita Fazendária. Irregularidade sobre as notas fiscais relacionadas às cargas transportadas também não seriam cobradas. O vaivém dos veículos pesados seria frenético nas estradas federais que passam por Valparaíso, Cristalina e Águas Lindas, cidades no Entorno do DF e que pertencem à jurisdição do 1º Distrito da PRF.

 
Ameaças

 
Com medo de represálias, já que o presidente do SINPRF, José Nivaldino Rodrigues, teria sido ameaçado de morte em razão da denúncia, ninguém assinou o dossiê entregue na PRDF e no Ministério da Justiça. De acordo com a denúncia, em meados de 2007, foi criada uma empresa chamada Red Falcon, que fica sediada em Santa Maria. A companhia de transporte seria gerida por laranjas que possuem laços familiares com o grupo de policiais investigados.

 
Em novembro do ano passado, a procuradora federal Ana Paula Mantovani instaurou um inquérito civil público para investigar a improbidade administrativa cometida pelos policiais rodoviários federais. Na ação do MPF, as investigações tem como alvo "apurar um suposto esquema de propriedade e favorecimento indevido de empresas transportadoras de automóveis (cegonhas), estruturado com a finalidade de obter passe livre dos seus veículos nas fiscalizações realizadas pelos postos da Polícia Rodoviária Federal no DF".

 
No rol de pessoas investigadas estão o policial rodoviário e ex-chefe do 1º Distrito da PRF, Alex Sandro Klein da Fonseca. Ele foi o único servidor exonerado pela PRF do cargo de chefia no 1º Distrito da PRF que fica próximo a Valparaíso. Mas como é concursado, continua nos quadros da corporação.

 
A esposa de Klein, segundo informações do Ministério Público, seria uma das supostas sócias da empresa Red Falcon, que faturaria com o transporte de cargas não fiscalizados. A outra sócia da empresa seria Lua Selene Almeida, irmã de André Geraldo da Silva Almeida, também policial rodoviário. O Jornal de Brasília ligou para o celular que consta no registro da empresa como sendo de Lua, mas a ligação não foi atendida.

 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Última atualização em Qui, 29 de Julho de 2010 13:56
 

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